Política

Flávio Bolsonaro ergue imagem de Nossa Senhora Aparecida em ato de campanha em SP

O senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ergueu uma representação de Nossa Senhora Aparecida durante um ato de campanha na capital paulista nesta segunda-feira, 28, como resposta a uma fake news que tenta associá-lo a um movimento para fazer com que a santa deixe de ser a padroeira do Brasil. Ele também parabenizou a Conferência Nacional de Bispos do Brasil, a CNBB, por uma nota divulgada no domingo, depois de acusar a entidade religiosa de participar da disseminação da notícia falsa.

Flávio caminhou pelas ruas do centro de São Paulo nesta segunda acompanhado do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), do prefeito Ricardo Nunes (MDB), do presidente da Alesp, André do Prado (PL) e do deputado federal Guilherme Derrite (PP), ambos candidatos ao Senado. Em determinado momento do ato, quando estava na rua cercado de apoiadores, Flávio e Tarcísio ergueram juntos um boneco de crochê de Nossa Senhora Aparecida.

No final, durante uma entrevista coletiva, o senador falou do assunto. “Estava esperando a nota da CNBB, que saiu ontem. Foi muito boa, esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil é uma grande mentira. É a maior fake news dessa campanha”, disse o candidato.

Mais adiante, ele acusou o PT de disseminar a informação. Uma publicação feita pela ex-ministra e candidata a senadora Simone Tebet foi apagada pela Justiça Eleitoral, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e restabelecida por Flávio Dino no final de semana. “É uma grande fake news que foi potencializada pelo PT. Ela foi compartilhada pela Janja, pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar me desgastar”, disse Flávio. Ele disse que é evangélico, mas respeita outras crenças.

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No domingo, 27, depois de ser diretamente apontada por Flávio como uma das responsáveis pela fake news, a CNBB divulgou uma nota refutando as acusações do senador. “Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”, diz trecho do comunicado publicado nas redes sociais.

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