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Ajustes técnicos e demanda maior fazem cacau subir 6% em Nova York

O cacau foi o grande destaque entre as soft commodities negociadas na bolsa de Nova York. Em meio a ajustes técnicos e aumento da demanda, os contratos da amêndoa para setembro avançaram 6,60%, para US$ 4.234 a tonelada no fechamento desta terça-feira (16/6).

Para Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, o alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio aumentou o apetite dos investidores por ativos de risco, como o cacau.

Além disso, acrescentou o analista, a alta de 40% na moagem de cacau na Costa do Marfim em maio surpreendeu grande parte do mercado. O país africano é o maior produtor mundial da amêndoa e os dados de moagem são um “importante termômetro de demanda global”, ressalta Bezzon.

O café subiu de maneira expressiva na bolsa, também diante do apetite maior por risco e ainda com o atraso na colheita brasileira. Os lotes do arábica para setembro avançaram 5,25%, a US$ 2,7280 a libra-peso.

Segundo análise da StoneX, os preços subiram, pois os fundos de investimento, que haviam assumido uma posição líquida vendida [aposta na queda das cotações] pela primeira vez desde outubro de 2023, podem estar realizando lucros e contribuindo para a alta do mercado.

Além disso, acrescentou a consultoria, os estoques certificados de café na bolsa americana seguem em queda, atingindo níveis historicamente baixos.

Pelo segundo dia consecutivo, o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registrou forte queda. Os contratos para julho tiveram baixa de 4,56%, a US$ 1,4765 a libra-peso.

Após uma sequência de cinco quedas consecutivas, o preço do açúcar reagiu na sessão. Os lotes do demerara para outubro fecharam em alta de 0,85%, a 14,31 centavos de dólar a libra-peso.

O algodão se valorizou em Nova York. Os lotes com vencimento em dezembro, os mais negociados atualmente, avançaram 1,22%, a 77,75 centavos de dólar a libra-peso.


Globo Rural

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