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Astronautas podem votar nas eleições?

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos reforçou o direito ao voto de astronautas, militares e profissionais da NASA que permanecem longe de seus domicílios durante missões e treinamentos. O tribunal validou a contagem de cédulas enviadas pelo correio que cheguem após o dia da eleição, desde que tenham sido postadas dentro do prazo legal.

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O entendimento da Corte foi anunciado depois que uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump tentou impor novas exigências para o envio e a contabilização de cédulas eleitorais, alterando procedimentos já adotados pelos estados. A medida acabou sendo barrada pelos ministros numa votação acirrada.

Além de beneficiar astronautas em órbita, o resultado alcança familiares, integrantes das equipes de apoio às missões e profissionais que passam longos períodos fora de seus estados de origem, preservando um modelo de votação utilizado há décadas por pessoas que não conseguem comparecer presencialmente às urnas.

Suprema Corte barra restrições e mantém proteção ao voto de quem está longe de casa

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(Imagem: mariakray / Shutterstock.com)

A decisão da Suprema Corte foi recebida com apoio pela organização Astronauts for America, que reúne ex-astronautas e atua em defesa de princípios democráticos.

Em manifestação publicada nas redes sociais, a entidade afirmou que o julgamento representa um passo importante para garantir que eleitores aptos tenham seus votos considerados, incluindo astronautas que exercem esse direito enquanto estão no espaço e militares que dependem do voto por correspondência durante suas carreiras.

A ex-astronauta da NASA Wendy Lawrence, integrante da organização, explicou ao Space.com que a redução de obstáculos para o voto é essencial para assegurar a participação dos cidadãos no processo eleitoral. “Não queremos ver barreiras sendo criadas [que] tornem mais difícil para alguém exercer seu direito constitucional de votar“, declarou.

Na mesma entrevista, Lawrence avaliou que o entendimento da Suprema Corte contribui para eleições livres e justas ao evitar que dificuldades logísticas impeçam a participação dos eleitores. “Isso é fundamental para garantir que tenhamos eleições livres e justas, que as pessoas tenham a capacidade de depositar seu voto e que isso não represente um fardo excessivo para elas.”


O caso teve origem em uma ordem executiva assinada por Donald Trump em março de 2026. O texto estabelecia novas restrições ao voto por correspondência, incluindo determinações direcionadas ao Serviço Postal dos Estados Unidos, exigências adicionais para o envio das cédulas e mudanças relacionadas aos eleitores aptos a receber esse tipo de votação.

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Ilustração de um astronauta na Lua – Crédito: Alones – Shutterstock

Essas medidas também entravam em conflito com procedimentos adotados pelos estados para o voto ausente. O texto destaca ainda que a Constituição norte-americana atribui ao Congresso a competência para alterar regras eleitorais, contexto mencionado durante a discussão sobre a validade da ordem executiva.

Por cinco votos a quatro, a Suprema Corte impediu, de forma acirrada, que as determinações fossem implementadas pelo Serviço Postal dos Estados Unidos. Com isso, ficou mantida a possibilidade de contabilizar votos recebidos até cinco dias após a eleição, desde que tenham sido postados até a data oficial do pleito.

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A utilização do voto ausente faz parte da rotina da exploração espacial há décadas. Desde que a Estação Espacial Internacional passou a ser ocupada continuamente, em novembro de 2000, astronautas contam com um sistema digital disponibilizado pela NASA para registrar seus votos quando estão em missão durante períodos eleitorais.

O impacto da decisão, porém, vai além das missões em órbita. Conforme relatou Wendy Lawrence ao Space.com, parte da preparação de astronautas ocorre em outros países, especialmente em operações desenvolvidas em parceria internacional. A ex-astronauta lembrou que permaneceu durante 16 meses na Rússia em treinamento integral para o programa dos ônibus espaciais da NASA, situação que também exigiu o uso do voto por correspondência.

Ela acrescentou que familiares dos astronautas, gestores de missão e integrantes das equipes de apoio frequentemente acompanham essas atividades de longa duração fora de seus locais de residência. Além disso, muitos astronautas também são veteranos das Forças Armadas e utilizam o voto ausente durante anos em razão de suas funções, circunstâncias que reforçam a importância da preservação desse mecanismo.

Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.


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