Ator morreu após grave diagnóstico; saiba a causa

O ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira morreu no dia 18 de junho de 1979, aos 80 anos. O veterano esteve internado no Hospital Pró-Cardíaco, na cidade do Rio de Janeiro, e teve como causa da morte uma parada cardiorrespiratória, após enfrentar complicações decorrentes de um quadro de insuficiência cardíaca e pulmonar.
Sua partida na década de 1970 provocou comoção nacional e fechou um dos capítulos mais importantes da consolidação das artes dramáticas no Brasil, deixando um legado inestimável que influenciou gerações de artistas.
Carreira de Procópio Ferreira
Nascido no Rio de Janeiro em 1898, João João Procópio Ferreira iniciou sua carreira artística ainda jovem, estreando profissionalmente nos palcos em 1917. Ao longo de mais de 60 anos de atividade ininterrupta, Procópio não apenas atuou, mas praticamente moldou a forma como o teatro comercial e popular era produzido e consumido no país.
Dono de um estilo cênico único, marcado pela dicção impecável, pela naturalidade e por um carisma arrebatador, o ator esteve à frente de mais de 500 peças teatrais, entre comédias, dramas e vaudevilles. Ele foi responsável por popularizar autores nacionais e por interpretar comédias de enorme sucesso de bilheteria que rodaram o país de ponta a ponta.
Sua atuação na icônica peça “Deus lhe Pague” (1932), escrita por Juracy Camargo, é considerada um dos maiores marcos da história do teatro brasileiro, acumulando milhares de apresentações ao longo de sua vida.
Embora sua paixão visceral fosse o palco, Procópio também emprestou seu talento ao cinema e às primeiras décadas da televisão brasileira, participando de teleteatros e produções memoráveis.
Além de sua contribuição individual para a cultura, Procópio Ferreira é lembrado como o grande mentor e pai da eterna diva do teatro musical brasileiro, Bibi Ferreira (1922–2019), fruto de sua união com a bailarina espanhola Aída Izquierdo.
O convívio com o pai nos bastidores das companhias itinerantes moldou o rigor profissional e a genialidade de Bibi desde a infância. A relação entre os dois era marcada por profundo respeito profissional e admiração mútua, com a filha dando continuidade ao padrão de excelência artística estabelecido pelo patriarca.
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