Cientista político vê em nova pesquisa um possível trunfo para Lula no segundo turno

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O cenário de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), mas, para o cientista político Leonardo Barreto, o principal dado do levantamento está menos na diferença entre os dois candidatos e mais na dificuldade de unificação do eleitorado oposicionista (este texto é um resumo do vídeo acima).
Durante entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, Barreto afirmou que a fragmentação da direita pode se tornar um dos principais ativos eleitorais do presidente caso a disputa seja decidida em um segundo turno.
Segundo a pesquisa, Lula registra 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, resultado considerado empate técnico dentro da margem de erro do instituto.
O segundo turno continua aberto?
Na avaliação do cientista político, o resultado demonstra que o presidente continua enfrentando dificuldades para ampliar sua vantagem eleitoral. Barreto observou ainda que a própria pesquisa registra uma piora na avaliação do governo, apesar das iniciativas adotadas pela administração federal. “Você tem um equilíbrio”, resumiu.
Apesar de destacar que a maior parte do eleitorado hoje se posiciona fora do campo lulista, Barreto avalia que a oposição ainda encontra obstáculos para transformar essa maioria potencial em uma maioria eleitoral. Segundo ele, parte dos eleitores identificados com o bolsonarismo demonstra resistência em apoiar outros nomes da direita caso Flávio não esteja na disputa. “A gente vê na pesquisa que nem todos os eleitores bolsonaristas migram para outros candidatos de direita”, afirmou.
Na leitura do cientista político, existe um grupo de eleitores que concentra seu apoio exclusivamente em Flávio Bolsonaro e demonstra baixa disposição para votar em outras alternativas do mesmo campo político.
Qual é o papel da terceira via nesse cenário?
Ao comentar o desempenho dos demais candidatos, Barreto destacou especialmente a estratégia adotada por Renan Santos. Segundo ele, o pré-candidato tenta crescer eleitoralmente criticando tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro, mas isso cria dificuldades para uma eventual transferência de votos. “Se ele não for para o segundo turno, a maior parte dos eleitores do Renan Santos prefere votar nulo”, afirmou.
Na avaliação do cientista político, esse comportamento evidencia que ainda existe um espaço potencial para candidaturas fora da polarização, sobretudo no campo da direita. Ele ponderou, entretanto, que esse espaço dependerá da intensidade dos conflitos entre os próprios candidatos oposicionistas durante a campanha.
A divisão da direita pode decidir a eleição?
Para Barreto, esse pode ser o fator mais relevante da disputa. Segundo ele, quanto maior for o desgaste entre as candidaturas de direita durante o primeiro turno, menor tende a ser a capacidade de transferência de votos para Flávio na etapa decisiva da eleição. “Dependendo do quanto de conflito que esses candidatos da direita comprem entre si, isso pode ou não comprometer uma união no segundo turno”, afirmou.
O cientista político observou que, além de existirem eleitores lulistas pouco propensos a migrar para outros candidatos, também há segmentos da oposição que preferem anular o voto a apoiar Flávio em uma eventual disputa direta contra Lula.
Qual seria o principal ativo eleitoral de Lula?
Na avaliação de Barreto, o maior trunfo do presidente neste momento não é necessariamente o desempenho do governo, mas a dificuldade da oposição em construir uma frente unificada. “Essa questão hoje é o principal ativo do presidente Lula, que é essa divisão da direita que vai contribuir para ir com ele no eventual segundo turno”, afirmou.
Segundo o cientista político, a consolidação ou não dessa fragmentação deverá ser um dos fatores centrais da campanha presidencial de 2026, especialmente à medida que os demais candidatos definirem suas estratégias e alianças.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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