Denúncia do MPF baseou operação contra ex-diretores das Americanas

A nova fase da operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (25/6), contra a fraude bilionária das Lojas Americanas, é baseada nas investigações do Ministério Público Federal (MPF), que revelaram um rombo estimado em R$ 24 bilhões no grupo. Esse é considerado um dos maiores escândalos do mercado financeiro brasileiro.
A ação desta segunda tem como foco ex-diretores da companhia suspeitos de participação no esquema, como mostrou o Metrópoles, na coluna da Mirelle Pinheiro.
Em abri de 2025, a denúncia feita pelo MPF apontava que um esquema teria envolvido manobras contábeis para inflar artificialmente os lucros da empresa e manipular os preços das ações das Lojas Americanas e da B2W na bolsa de valores.
O órgão apresentou provas como e-mails e mensagens trocadas entre os denunciados e documentos que comprovariam as diferenças entre a contabilidade real e a maquiada. Esse fato seria de conhecimento de Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, e de outros envolvidos, segundo a acusação.
Fraude bilionária
O rombo contábil das Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, depois da troca de comando e quando o grupo informou ao mercado ter identificado “inconsistências nos lançamentos contábeis”.
Segundo a acusação, Gutierrez planejou e executou as fraudes, se beneficiando de sua posição hierárquica sobre os demais para coordenar o esquema.
A investigação da PF apontou que o esquema fraudulento funcionou pelo menos desde fevereiro de 2016 e seguiu até dezembro de 2022, quando Gutierrez deixou o comando do grupo.
Nesta quinta-feira, com apoio do Ministério Público Federal, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure. São cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.
Por determinação da Justiça, também foi autorizado o sequestro de bens e valores dos investigados. Somadas, as medidas patrimoniais podem alcançar até R$ 54 bilhões.
Metrópoles






