Política

Durigan nega crise no varejo e vê “narrativa” da oposição

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a situação da Casas Bahia, que voltou a recorrer à recuperação judicial, reflete mudanças estruturais no varejo brasileiro e não uma crise generalizada da economia. Segundo ele, “a oposição quer trazer o tema como um tipo de crise”.

“Muitas vezes a oposição quer trazer o tema como um tipo de crise que está colocada na economia toda. Quando a gente olha os dados do varejo, a gente viu o crescimento de vendas acompanhando o crescimento do PIB”, disse, em entrevista à GloboNews.

Durigan afirmou que as dificuldades enfrentadas por empresas do varejo não justificam a avaliação de uma crise mais ampla na economia. Ele citou, ainda, o crescimento do comércio eletrônico e do faturamento dos shopping centers como sinais de expansão do setor.

Para o ministro, casos como o da Casas Bahia devem ser analisados dentro de um contexto específico de transformação no padrão de consumo. O ministro citou exemplos de segmentos que passaram por mudanças semelhantes nos últimos anos, como o de livrarias, impactado pela digitalização.

Apesar disso, Durigan reconheceu que o aperto monetário afeta empresas dependentes de crédito.Ainda assim, ele rejeitou a leitura de que dificuldades enfrentadas por grandes varejistas indiquem uma crise ampla na economia em geral.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

“Existem uma série de argumentos que explicam, mas que não justificam a narrativa de uma crise”, disse.

Entenda a crise das Casas Bahia

O grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo com dívida de R$ 17,3 bilhões nesta segunda-feira (17/8).

O processo envolve diferentes empresas da companhia e ocorre em meio ao aumento da pressão financeira sobre o varejo brasileiro, que tem registrado dificuldade de geração de caixa, crescimento do endividamento e piora nas condições de crédito.


Metrópoles

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo