Educação influencia voto de 71% dos brasileiros, aponta pesquisa

Ler Resumo
A educação aparece entre as principais preocupações dos brasileiros para os próximos anos. Oito em cada dez entrevistados (83%) defendem que a área esteja entre as três prioridades dos governantes, enquanto 71% afirmam levar em conta as ações dos governos no setor na hora de escolher em quem votar. Os dados são de uma pesquisa do Instituto IDEIA, que ouviu 20 mil pessoas com 16 anos ou mais em todos os estados e no Distrito Federal.
A percepção sobre a qualidade das escolas públicas, porém, varia entre os estados. 45% dos entrevistados avaliam como ótima ou boa a educação pública de seus estados, com os maiores índices em Santa Catarina (60%) e Ceará (59%). Os menores aparecem no Rio de Janeiro (31%), Rio Grande do Norte (36%) e Roraima (36%). Em relação à evolução recente, 49% dizem que a qualidade das escolas melhorou nos últimos quatro anos.
Entre as principais prioridades apontadas para os próximos anos estão a melhoria dos salários e das condições de trabalho dos professores (53%), a ampliação dos cursos técnicos (48%) e a alfabetização das crianças até o fim do 2º ano do ensino fundamental (47%). Quando avaliadas separadamente, alfabetização e ensino técnico recebem ainda mais apoio: 83% defendem que a primeira seja prioridade dos candidatos, e 80% apoiam a expansão da formação técnica para ampliar as oportunidades para os jovens.
O ensino em tempo integral também aparece entre as demandas. Embora 71% já tenham ouvido falar do modelo, apenas 38% afirmam estar bem informados sobre a política. A disposição para matricular os filhos em escolas de tempo integral é maior entre as classes C (51%) e D/E (49%) do que entre A/B (31%). Entre os benefícios associados ao modelo, 54% citam a possibilidade de os responsáveis trabalharem com mais tranquilidade e 39% apontam maior aprendizagem dos alunos.
“A pesquisa sugere que o brasileiro está atento à qualidade da educação pública e que esse é um tema que também pesa politicamente. O desafio será transformar essas prioridades em políticas capazes de enfrentar os problemas que ainda persistem”, analisa Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo do Todos pela Educação. O levantamento foi encomendado pela Fundação Itaú, Fundação Lemann, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos pela Educação.
Veja



