Política

Governo Lula promete agregar valor às terras raras para que país não seja apenas exportador de minerais

O plano de governo do presidente Lula (PT) promete desenvolver uma política específica para minerais críticos e terras raras e deixa claro que quer usar o ativo para depender cada vez menos de outros países.

A ideia é que o Brasil deixe de ser um mero exportador de minerais e amplie a fabricação de equipamentos e produtos, como baterias e motores.

Segundo fontes que redigiram essa parte do programa de governo, a premissa é manter o que já está sendo feito pelo governo federal e sinalizar para o setor que as empresas podem e devem produzir aqui.

Para isso, o governo quer estimular a criação de demandas internas para fortalecer a cadeia brasileira. Um exemplo é o edital do primeiro leilão de baterias, que deve ser lançado ainda neste ano.

A tecnologia permite a contratação de sistemas de armazenamento de energia em grandes baterias, o que promete estabilizar o sistema elétrico do país. A proposta demanda grande produção de lítio, por exemplo.

O programa de governo de Lula defende o uso tecnológico dos minerais críticos, mas cita as terras raras apenas uma vez no documento de mais de 80 páginas.

“Desenvolveremos uma política específica para minerais críticos e terras raras, capaz de organizar suas cadeias produtivas, diferenciar seus usos tecnológicos e evitar a simples exportação de matérias-primas estratégicas”, afirma.

Apesar de não citar o avanço de outros países que estão de olho nas terras raras no Brasil, o plano de governo de Lula diz que é preciso melhorar a inserção externa da economia brasileira para garantir mais competitividade frente a outros países.

“Vamos estimular as exportações industriais, ampliar a presença em novos mercados e tornar a pauta exportadora mais concentrada em produtos com maior valor agregado, aprimorando continuamente os instrumentos de defesa comercial”, afirma.

Não mencionar os Estados Unidos no programa petista foi uma estratégia para reforçar o discurso em defesa do multilateralismo, além de deixar claro que o Brasil está aberto para investimentos de todos os países.


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Folha de São Paulo

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