Política

Governo Lula provocou tarifaço, diz candidato do PL em Minas Gerais

O candidato do PL ao governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, criticou a condução do governo brasileiro diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e afirmou que o país poderia ter evitado o agravamento da crise comercial. Em entrevista a Marcela Rahal no programa VEJA em Foco, Roscoe disse que houve “manifestações equivocadas” e “provocações gratuitas” na relação com o governo americano. Segundo ele, a deterioração do diálogo prejudica especialmente a indústria brasileira. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Onde o governo brasileiro errou, segundo Roscoe?

Na avaliação de Roscoe, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter adotado uma postura diferente diante do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O candidato afirmou que houve uma aproximação inicial entre os dois governos, mas que a relação se deteriorou posteriormente. Para ele, o Brasil perdeu a oportunidade de preservar um canal de diálogo com os americanos.

Roscoe classificou parte das manifestações brasileiras como inadequadas e afirmou que o governo contribuiu para o agravamento do conflito. “Houve manifestações equivocadas, houve provocações gratuitas”, disse durante a entrevista. Na avaliação do candidato, a política externa deveria ter priorizado a negociação para evitar consequências econômicas para o país.

Por que a indústria preocupa o candidato?

Roscoe afirmou que o impacto do tarifaço é particularmente relevante para a indústria, setor que conhece por sua trajetória à frente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Segundo ele, a indústria brasileira precisa acessar mercados externos para comercializar produtos de maior valor agregado.

Na entrevista, o candidato destacou que uma eventual restrição ao comércio com os Estados Unidos representa um problema para empresas que dependem da exportação. Para Roscoe, o cenário exige atenção justamente porque a indústria não pode ficar limitada ao mercado interno.

Continua após a publicidade

Roscoe vê cálculo político na crise?

O candidato também atribuiu uma dimensão política à escalada das tensões. Segundo Roscoe, governos podem utilizar conflitos externos para deslocar a atenção de problemas domésticos. “Quando você quer distrair dos problemas internos, basta criar um inimigo interno severo na política e criar um inimigo externo. Você tira o foco”, afirmou.

A declaração foi feita no contexto da avaliação de Roscoe sobre a deterioração das relações entre Brasil e Estados Unidos. Para ele, a disputa comercial não deveria ser tratada apenas como uma questão política, porque seus efeitos atingem diretamente empresas e trabalhadores.

O que Roscoe espera da relação com os Estados Unidos?

Roscoe defendeu uma postura de maior diálogo com o governo americano e afirmou que a aproximação entre os dois países é importante para a economia brasileira. Ao comentar a relação entre Lula e Trump, disse que houve um período inicial de proximidade, mas que o entendimento não avançou.

Continua após a publicidade

Na avaliação apresentada no VEJA em Foco, a indústria brasileira é uma das principais áreas expostas aos efeitos da deterioração da relação comercial. Roscoe afirmou que o país precisa preservar mercados externos e ampliar a capacidade de vender produtos de maior valor agregado.

O candidato do PL também vinculou sua crítica à experiência acumulada no setor industrial. Ao defender sua candidatura ao governo de Minas, ele tem apresentado a atuação na FIEMG como parte da experiência que pretende levar para a administração estadual. Nesse contexto, o tarifaço aparece na entrevista como um dos temas econômicos centrais para a indústria e para a relação comercial do Brasil com os Estados Unidos.

Continua após a publicidade

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

 

Veja

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo