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Nome que abriu onda de esquerda em Belo Horizonte é nova opção do PT ao governo de MG

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O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), que foi prefeito de Belo Horizonte (1993-1996) e inaugurou uma onda de chefes municipais de esquerda na capital mineira, se tornou a mais nova opção do PT de Minas Gerais para disputar o governo do estado, o segundo maior colégio eleitoral do país. Antes, o partido já havia cogitado ao menos outros oito nomes — chegando a menos de três meses da eleição sem um palanque formado para o projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de Patrus declarar abertamente que deseja disputar sua reeleição para a Câmara dos Deputados, ele deu uma declaração no último sábado, 11, deixando em aberto a sua situação. “Meu desejo é continuar como deputado, mas, sobre outro cargo, vou conversar antes com o presidente Lula”, comentou durante evento em Bocaiúva, sua cidade natal, no norte de Minas.

O parlamentar e ex-prefeito de Belo Horizonte tem uma relação de muita proximidade com a presidente estadual do PT, a deputada Marilene Alves, a Leninha, e tem mantido conversas com ela sobre a possibilidade de disputa ao governo. Aliados de Leninha acreditam que ele seria o melhor dos nomes já pensados até o momento para a corrida eleitoral, visto que, além de ter inaugurado um longo período de esquerda na capital, também foi ministro dos primeiros governos de Lula, tendo se tornado o responsável pela implementação do Programa Bolsa Família no país (foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2004 e 2010), e, com isso, se consagrado como nome forte no partido. Também foi ministro do Desenvolvimento Agrário de Dilma Rousseff entre 2015 e 2016.

Após ele ter deixado a prefeitura de Belo Horizonte, a capital mineira foi governada por Célio de Castro (PSB), Fernando Pimentel (PT) e Marcio Lacerda (PSB), todos do mesmo grupo político. Em seguida, houve ainda Alexandre Kalil, à época filiado ao PHS e, mais à frente, ao PSD, pelo qual disputou o governo de Minas em 2022 com o apoio de Lula — atualmente ele está no PDT e é pré-candidato ao governo.

A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG), que deve ser o nome do PT a disputar o Senado (e que lidera as pesquisas para este cargo), disse a VEJA que não iria se posicionar mais sobre o impasse eleitoral mineiro. “Já explicitei as minhas posições e a minha estratégia. Ao PT caberá conduzir o processo. Não me posicionarei novamente. E acatarei as posições que o partido definir”, disse.

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Marília Campos tem andado pelo estado com os pré-candidatos do MDB e do PSB, Gabriel Azevedo e Jarbas Soares, respectivamente, defendendo que a melhor estratégia de vitória seria o PT não ter cabeça de chapa, mas integrar um grupo amplo, de centro-esquerda.

Apesar do esforço de Marília nesse sentido — que também já chegou a defender os nomes do senador Rodrigo Pacheco (PSB) e do próprio Kalil, com o mesmo objetivo –, Azevedo e Jarbas não têm tido muita aceitação junto ao PT.

Aliados de Gabriel Azevedo ouvidos pela reportagem, inclusive, afirmam que a candidatura dele é um fato desde novembro de 2025 e que, com ou sem o apoio de Lula e do PT, será colocada nas urnas neste ano. As negociações com o MDB, no entanto, descartam abertura de mais espaço para o PT além da vaga ao Senado de Marília Campos. A vice e a outra posição para o Senado já estão sendo negociadas com outros dezessete dos 30 partidos que participarão de alguma forma do processo eleitoral mineiro.

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“Rejeitamos em absoluto qualquer diálogo que envolva o PT na cabeça de chapa. Os presidentes do MDB, nacional e estadual, deixaram as portas abertas ao diálogo para o PT nacional e estadual. Edinho e Leninha podem ligar a hora que quiserem, mas sabem bem quais são as condições do partido”, disse uma fonte do MDB, segundo a qual o próprio Edinho Silva, presidente nacional dos petistas, também não seria favorável a uma candidatura do PT no estado, preferindo apoiar um nome de centro.

Por outro lado, as lideranças estaduais do PT dizem que Gabriel Azevedo é “um perigo” por ter um histórico de mudança partidária constante (em apenas treze anos, foi do PSDB, PHS, Patriota e MDB), o que não inspiraria confiança, e que seu maior problema seria o fato de, em tese, não ter capilaridade no estado, mas apenas na capital.

Já o nome de Jarbas, procurador de Justiça do estado, tem tido ainda menos força, visto que o PSB tem dialogado também com o MDB, cogitando a possibilidade de compor outra chapa.

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Além desses nomes, os petistas também cogitam o deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) e a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart (PT-MG). Ambos vislumbraram a possibilidade de disputa ao governo, mas de maneira reticente, dependendo de muitos acordos e de conversas com Lula — que ainda não saíram do lugar.

Caso Patrus Ananias aceite o desafio, ele poderia representar um novo gás aos petistas mineiros, que, em sua maioria, não acreditam em grandes chances de vitória com um nome do partido neste momento.

Os nomes cogitados pelo PT para Minas até agora:

  1. Rodrigo Pacheco (PSB)
  2. Alexandre Kalil (PDT)
  3. Josué Gomes (PSB), presidente da Fiesp e filho do ex-vice-presidente José Alencar
  4. Marília Campos (PT)
  5. Paulo Guedes (PT)
  6. Sandra Goulart (PT)
  7. Gabriel Azevedo (MDB)
  8. Jarbas Soares (PSB)
  9. Patrus Ananias (PT)

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