O candidato à presidência que pode ser mais prejudicado pelo caso Moraes e Vorcaro, segundo diretor da Quaest

O caso envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pode ter impacto eleitoral desfavorável para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo Guilherme Russo, diretor de inteligência da Quaest. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, ele avaliou que o episódio tende a beneficiar a oposição, especialmente candidaturas identificadas com um discurso antissistema. (este texto é um resumo do vídeo acima)
Por que o caso pode afetar Lula?
Segundo Russo, a proximidade política percebida entre Lula e Moraes torna o episódio especialmente sensível para o presidente. Na avaliação dele, se o governo e seus aliados não adotarem uma posição firme de distanciamento, a associação pode produzir efeitos negativos para a campanha.
“Isso tende a ser ruim pro Lula, ser melhor pra oposição, especialmente pros candidatos antissistema”, afirmou o diretor da Quaest. Ele ressaltou, porém, que ainda não havia uma pesquisa específica para medir o efeito do episódio sobre as intenções de voto.
O que a experiência anterior indica?
Russo citou um episódio ocorrido em fevereiro e março de 2026, quando notícias relacionadas ao Banco Master e a um possível envolvimento de Moraes com Vorcaro vieram a público. Segundo ele, naquele momento a Quaest identificou uma piora nos números de Lula e um aumento do sentimento antissistema entre os eleitores.
A avaliação apresentada no VEJA em Foco é que a proximidade da eleição aumenta a importância desses acontecimentos. Para Russo, a poucos meses da votação, cada fato político e cada notícia passam a ter peso maior na formação das escolhas eleitorais.
Quando uma notícia consegue mudar o comportamento do eleitor?
Na análise de Russo, a simples publicação de uma notícia não garante impacto eleitoral. Para que um episódio influencie o voto, é necessário que ele alcance o eleitor e seja compreendido por ele. “Uma notícia precisa ser vista, as pessoas precisam entender o que aconteceu e fazer associações”, afirmou.
É nesse ponto que ele identifica uma possível consequência política do episódio envolvendo Moraes e Vorcaro. Segundo o diretor da Quaest, o governo Lula e candidatos do PT já estariam procurando se desassociar do ministro justamente porque a associação poderia ser prejudicial ao presidente.
Por que o efeito pode favorecer candidatos antissistema?
A avaliação de Russo é que notícias relacionadas a investigações, acusações e instituições podem alimentar um sentimento de insatisfação com o sistema político. Nesse ambiente, candidaturas que se apresentem como alternativas aos grupos tradicionais podem encontrar maior espaço.
A análise ganha relevância em uma eleição na qual, segundo a pesquisa mais recente da Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem praticamente empatados em um eventual segundo turno. O presidente tem 42% das intenções de voto, contra 41% do senador, em cenário com margem de erro de dois pontos percentuais.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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