Política

O número de Lula que aumenta nas pesquisas — e quem isso deve preocupar

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, mostra um cenário de alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da eleição. Embora o petista permaneça na liderança no primeiro turno, com 36% das intenções de voto, a desaprovação ao governo chegou a 50% e a rejeição ao presidente alcançou 53%. Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece empatado numericamente com o senador, ambos com 41%. (este texto é um resumo do vídeo acima)

O que mudou na disputa?

Na avaliação de José Benedito da Silva, editor de Política de VEJA, no VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, mais importante do que a pequena oscilação registrada na pesquisa é a direção das curvas observadas nos últimos levantamentos. Segundo ele, desde julho há uma tendência de crescimento da intenção de voto em Flávio Bolsonaro enquanto Lula perde espaço.

“Se a gente for comparar de julho para agora nesse levantamento, o que a gente vê é uma curva que começa a subir do Flávio, e a do Lula vai descendo nesse período”, afirmou.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

Por que a rejeição de Lula deve preocupar a campanha?

A pesquisa mostra que 50% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, contra 43% que o aprovam. Na comparação com o levantamento anterior, a desaprovação subiu de 48% para 50%. A rejeição ao presidente chegou a 53%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 55%.

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José Benedito chamou atenção justamente para a persistência desse índice. “Essa desaprovação está assim desde o ano passado”, disse. Para ele, o dado se torna especialmente relevante porque Lula permanece em campanha, com presença nas ruas, viagens pelo país, horário eleitoral e ações do governo, sem conseguir reverter a avaliação negativa.

“Por mais que o presidente esteja ativo na campanha eleitoral, por mais que a máquina de propaganda do governo e a máquina de propaganda eleitoral esteja em funcionamento no horário eleitoral, a desaprovação não cede. Pelo contrário, ela aumenta”, afirmou.

O que é a “boca do jacaré” nas pesquisas?

José Benedito recorreu à expressão usada para descrever o afastamento das curvas dos principais indicadores eleitorais. Segundo ele, tanto a intenção de voto quanto os índices de aprovação e desaprovação apresentam movimentos que não são favoráveis ao presidente.

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“A famosa boca do jacaré, que é assim que a gente sempre cita em pesquisas eleitorais, que é quando as curvas estão se abrindo, não estão fechando”, explicou. No caso da avaliação do governo, a desaprovação chegou a 50% justamente a menos de um mês para a eleição.

Flávio Bolsonaro conseguiu recuperar terreno?

Na análise apresentada no VEJA em Foco, o avanço de Flávio Bolsonaro ocorre depois de um período em que sua campanha enfrentou pressão por causa das revelações relacionadas ao caso Dark Horse. José Benedito afirma que o efeito negativo daquele episódio perdeu força.

Em julho, Lula chegou a abrir uma vantagem de oito pontos em um cenário de segundo turno. Agora, a disputa aparece empatada numericamente. “Esse efeito virou pó. Assim, o Lula perdeu tudo isso aí, é um empate agora numérico”, afirmou.

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Para José Benedito, a campanha de Flávio também encontrou um novo eixo de atuação ao levar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal para o centro do debate eleitoral. Esse movimento, segundo ele, contribuiu para mudar o momento da candidatura.

A crise do STF pode atingir Lula?

Na avaliação do editor de Política de VEJA, sim. José Benedito afirma que Flávio Bolsonaro passou a explorar a relação entre o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes como parte de sua estratégia eleitoral.

Segundo ele, a crise envolvendo o STF oferece à oposição uma oportunidade para associar Lula à imagem do “sistema” e, ao mesmo tempo, apresentar Flávio como candidato disposto a enfrentá-lo.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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