Política

O plano B do Republicanos diante do imbróglio envolvendo a candidatura de Garotinho

O Republicanos avalia internamente se vai manter a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao Palácio Guanabara diante do risco de a Justiça Eleitoral impugnar o registro por uma condenação de improbidade administrativa. A direção nacional do partido delegou às lideranças fluminenses a palavra final sobre o imbróglio. O ex-governador quer insistir na candidatura e tem apoio dos correligionários.

O deputado Marcos Pereira, presidente do Republicanos, foi informado de que Garotinho está convicto de que vai superar as questões jurídicas para ser candidato. No caso de um revés, o nome natural, segundo fontes do partido, é o do ex-prefeito de Miguel Pereira André Português, que chegou a ser anunciado candidato ao governo, mas depois foi preterido para dar lugar a Garotinho.

Por enquanto, apesar da decisão que assombra a campanha de Garotinho, a Justiça Eleitoral ainda não informou se ele poderá ou não concorrer. Isso só vai acontecer quando o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) analisar o pedido de registro da candidatura. O prazo para o encaminhamento desses pedidos termina no dia 15 de agosto. Em casos excepcionais, como indeferimento, cancelamento ou cassação de registro, a Justiça Eleitoral permite a substituição do candidato.

A Justiça do Rio mandou comunicar ao TRE que Garotinho está com os direitos políticos suspensos em decorrência de uma condenação por improbidade administrativa relacionada ao período em que ele foi secretário de Governo na gestão da mulher, a ex-governadora Rosinha Matheus, que comandou o estado entre 2003 e 2007. A defesa do ex-governador alega que os efeitos da sentença – incluindo a inelegibilidade – expiraram no dia 31 de julho, ou seja, ele estaria apto a ser candidato.

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Mesmo se a Justiça Eleitoral entender que Garotinho está inelegível, ele pode recorrer judicialmente e, enquanto isso, fazer campanha, aparecer na urna e ter seus votos contados provisoriamente até que saia uma decisão final sobre o caso. Uma candidatura sub judice não seria inédita para o ex-governador, que fez campanha a vereador nas eleições de 2024 com o registro impugnado.

As campanhas adversárias estão animadas com o desgaste do ex-governador. Aliados do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) avaliam que, sem Garotinho no páreo, ele tem chances de liquidar a eleição ainda no primeiro turno. E a equipe do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), considera que é mais fácil polarizar a campanha se o ex-governador não for candidato.

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