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O socorro bilionário do governo para tentar salvar o caixa das companhias aéreas

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O mercado aéreo vai receber uma injeção de crédito histórica. Nesta segunda-feira, 22, o Comitê Gestor do Fundo Nacional de Aviação Civil (CG-Fnac) deu sinal verde para o atendimento das solicitações feitas pelas companhias que operam em território brasileiro. Na prática, o governo federal autorizou a liberação de 13,6 bilhões de reais para socorrer este setor que tenta se recuperar dos prejuízos acumulados nos últimos anos.

As linhas emergenciais se dividem em duas frentes: uma de 8 bilhões de reais que mira o capital de giro dessas empresas para dar fôlego aos custos operacionais mais imediatos, e a outra de 5,6 bilhões de reais que é focada em modernizar a frota e a infraestrutura, além de ampliar a utilização de combustível ecológico (SAF), que já é produzido no Brasil.

Entretanto, para ter acesso a esse volume de recursos, as companhias como Azul, Gol e Latam deverão cumprir contrapartidas. Entre elas, garantir um aumento em 15% da oferta de voos na Amazônia Legal e no Nordeste, ou ampliar em 17,5% o número de decolagens anuais nessas regiões. Essa exigência do governo busca atender a uma demanda antiga de aumentar a malha aérea em locais com menor conectividade.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, avalia que o pacote de crédito visa integrar as diversas regiões brasileiras e fortalecer as empresas que atuam neste mercado, que foi impactado de forma severa pela pandemia da Covid-19: “o setor aéreo é estratégico para a integração nacional, para o desenvolvimento econômico e para a mobilidade dos brasileiros. Essas linhas de crédito garantem condições para que as empresas continuem investindo nas operações e fortalecendo a conectividade em todas as regiões do país”, justificou.

Caberá ao BNDES avaliar a saúde financeira das companhias antes de efetivar os repasses. Na modalidade emergencial, Azul, Gol e Latam poderão captar até 2,5 bilhões de reais cada, com juros de 4% ao ano e com pagamento em até 60 meses. Já na linha de investimento, o teto por empresa será de 1,8 bilhão de reais, com taxas que variam conforme a destinação: 6,55% ao ano para compra de SAF, 7% para manutenção de aeronaves e 7,5% para a aquisição de novos equipamentos.

 

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