Política

Qual partido pode ter a maior bancada no Senado a partir de 2027?

O PL pode ampliar ainda mais seu domínio sobre o Senado a partir do próximo ano, se os resultados das pesquisas eleitorais se confirmarem, de acordo com levantamento feito por VEJA com as sondagens mais recentes de cada estado.

Hoje, o PL já tem a maior bancada da Casa Alta, com 16 parlamentares. Dez foram eleitos em 2022 e não precisarão disputar novamente suas cadeiras neste ano. Além deles, o partido tem dez candidatos que aparecem em primeiro ou segundo lugar nas pesquisas nos estados. Se todos forem eleitos, portanto, a bancada liberal poderá crescer para vinte.

Candidatos à frente das pesquisas para o Senado, por partido

  • PL: 10 (Capitão Alberto – AM; Eduardo Gomes – TO; Reinaldo Azambuja e Capitão Contar – MS; Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni – SC; Marcio Bittar – AC; Eder Mauro – PA; Michelle Bolsonaro – DF e Fernando Maximo – RO)
  • MDB: 9 (Helder Barbalho – PA; Marcelo Castro – PI; Roseana Sarney – MA; Eduardo Braga – AM; Alexandre Guimarães – TO; Renan Calheiros – AL; Teresa Surita – RR; Veneziano Vital do Rêgo – PB e Janaina Riva – MT)
  • PT: 7 (Marília Campos – MG; Rui Costa e Jaques Wagner – BA; Benedita da Silva – RJ; Humberto Costa – PE; Randolfe Rodrigues – AP; Samanda Alves – RN)
  • PP: 6 (Arthur Lira – AL; Antonio Denarium – RR; Ciro Nogueira – PI; Gladson Cameli – AC; Silvia Cristina – RO; Marcelo Aro – MG)
  • PSB: 4 (João Azevedo – PB; Renato Casagrande – ES; Simone Tebet – SP e Cid Gomes – CE)
  • União: 4 (Capitão Wagner – CE; Andre Moura – SE; Mauro Mendes – MT e Gracinha Caiado – GO)
  • PSD: 3 (Alexandre Curi – PR; Paulo Hartung – ES e Vanderlan Cardoso – GO)
  • Novo: 2 (Marcel van Hattem – RS e Deltan Dallagnol – PR)
  • PDT: 2 (Leila do Vôlei – DF e Marília Arraes – PE)
  • Podemos: 2 (Rayssa Furlan – AP e Styvenson Valentim – RN)
  • Republicanos: 2 (Andre David – SE e Marcelo Crivella – RJ)
  • Avante: 1 (Duarte Junior – MA)
  • PSOL: 1 (Manuela D’Ávila – RS)
  • Rede: 1 (Marina Silva – SP)
Continua após a publicidade

A projeção, porém, deve ser vista com cautela. Os principais diretores de institutos de pesquisa ressaltam que a eleição para o Senado é uma das mais difíceis de prever, especialmente em um ano em que os eleitores votarão em dois candidatos. Historicamente, há alta abstenção no segundo voto, o que pode provocar surpresas. A indecisão também é um fator relevante: pesquisa Quaest divulgada na última semana mostra que 32% dos eleitores decidem o voto para o Senado na semana ou no próprio dia da votação. Os levantamentos, portanto, podem não captar mudanças na reta final.

A aparente vantagem do PL é resultado de uma estratégia antecipada em torno da importância do Senado, principalmente na aprovação do impeachment de ministros do Supremo. O candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse que o PL lançará ou apoiará 47 nomes para a Casa em todo o país. “Não tenho dúvida de que o Senado, a partir de 2027, será ainda mais à direita e à centro-direita”, disse ele nesta semana. Do lado oposto, o PT ainda está fazendo os últimos ajustes nesta lista de apoios e atribui a demora nessa definição ao arco de alianças construído com outras siglas de esquerda — Flávio não conseguiu atrair o apoio de nenhuma legenda nacionalmente.

Continua após a publicidade

Bancada projetada no ano que vem, conforme as pesquisas

  • PL: 20
  • MDB: 10
  • PT: 10
  • PP: 9
  • Republicanos: 6
  • União: 6
  • PSD: 6
  • PSB: 5
  • Novo: 2
  • PDT: 2
  • Podemos: 2
  • Avante: 1
  • PSOL: 1
  • Rede: 1
Continua após a publicidade

Para fazer esse cálculo, foram considerados apenas os candidatos que aparecem em primeiro ou segundo lugar nas pesquisas de cada estado. Nos casos em que há empate técnico entre dois ou mais nomes, foram levados em conta apenas os líderes numéricos. A eles, foram somados os senadores eleitos em 2022, que não precisarão renovar suas cadeiras nesta eleição. No entanto, isso não significa que esses permanecerão no cargo: alguns são candidatos neste ano ao Executivo, como Renan Filho (MDB-AL) e Sergio Moro (PL-PR), por exemplo. Os suplentes podem não ser do mesmo partido.

Veja

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo