Raquel Lyra registra BO após deepfake dela pedir doações via pix

A governadora do Pernambuco Raquel Lyra (PSD) registrou neste final de semana um boletim de ocorrência porque recebeu vários depósitos via Pix de pessoas desconhecidas. A origem dessas transações é um vídeo seu, feito por inteligência artificial, no qual um deepfake da governadora pede diante de uma plateia doações de dinheiro via pix.
Lyra publicou um vídeo nas suas redes sociais falando sobre o episódio e disse se tratar de um ataque dos seus opositores políticos. “Há dois dias eu comecei a receber no meu Pix alguns depósitos. Eu pensei que era engano, depois que eu pensei que era brincadeira, agora eu entendi. É uma ação ordenada dos nossos adversários através do gabinete do ódio. Eu já registrei boletim de ocorrência, inclusive, a respeito disso. É óbvio que eu não estou pedindo dinheiro para ninguém”, disse a governadora neste domingo, 9.
O pedido de doações via pix a apoiadores para fazer a campanha não é, por si só, um crime eleitoral. Os candidatos podem arecadar dinheiro desta forma desde qe obedeçam a algumas regras — como, por exemplo, que a chave pix seja o seu próprio CPF. No entanto, a criação do deepfake (vídeo que simula a voz e a imagem de alguém) é. O uso de ferramentas de inteligência artificial nas campanhas é permitido, desde que isso seja sinalizado, ou seja, que fique claro que é um conteúdo manipulado, e desde que não seja feito para prejudicar adversários políticos.
Raquel Lyra, do PSD, é candidata a reeleição do governo de Pernambuco e rivaliza com João Campos (PSB). Um levantamento da Genial Quaest divulgado nos últimos dias de julho mostraram uma reviravolta nesse cenário. A atual governadora apareceu com 43% das intenções de voto, ultrapassando o ex-prefeito de Recife, que ficou com 37%. A diferença entre os dois ficou na beira da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
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