Valdemar vê “exagero” nas ações contra Ciro e Jaques Wagner

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, chamou, nesta quarta-feira (8/7), de “exageradas” as operações que miraram políticos no Caso Master e que isso tem sido um fator que tem levado o centro a resistir em apoiar Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República.
Valdemar citou como exemplo a operação contra o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira (PI). Em 5 de maio, a Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, por suspeita de Ciro usar o mandato para favorecer o banco de Daniel Vorcaro.
Sem citar nomes, Valdemar disse que “exageraram muito” na operação contra o ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e que o cacique poderia ter sido ouvido “sem fazer carnaval”. Depois da operação contra Ciro, Flávio Bolsonaro não fez uma defesa enfática do colega senador, se distanciando ainda mais a diretiva do partido e da federação com o União Brasil.
“É natural é natural pelas coisas que tem acontecido. Por exemplo, exageraram muito na história do Ciro. O Ciro é presidente de um grande partido eles podiam ter ouvido o Ciro sem fazer um carnaval”, declarou.
Valdemar disse acreditar que irá conseguir o apoio de partidos de centro à candidatura de Flávio, inclusive, com a indicação de vice na chapa. O presidente do PL disse que iria se reunir com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, e com o vice-presidente do Podemos, Everaldo Dias.
Além do centrão, Valdemar foi além e também criticou a operação contra o ex-líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). Para o presidente do partido de Jair Bolsonaro, o ex-líder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “poderia ter sido chamado para depor”.
“Quer saber outra coisa? No próprio Jaques Wagner. Ele é líder do governo. É um senador. Podiam ter chamado ele pra depor. Então quer dizer, essas coisas criam situações que a gente não entende”, declarou.
Metrópoles



