Caiado critica a possibilidade de Lula e Flávio evitarem debates no início do período eleitoral

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O ex-governador de Goiás e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) criticou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não participarem dos primeiros debates eleitorais, previstos para os próximos dias.
Para ele, a situação representa um desrespeito com o eleitor e um sintoma de que ambos não poderiam explicar as suspeitas de crimes que recaem sobre eles e pessoas próximas. “É uma covardia moral. Ao não terem como explicar as denúncias que recaem sobre os dois, resta a eles bater em retirada de uma forma deprimente, deixando todos os seus apoiadores esperando”, criticou Caiado durante o evento empresarial Diálogos CEO ONE, organizado pelo VIP Battistini, ecossistema de networking corporativo, e realizado na zona oeste de São Paulo no início da tarde desta segunda-feira, 10.
Caiado também entrou na briga pelo voto feminino que vem sendo travada por Lula e Flávio, apontando que as mulheres são 52% do eleitorado e que devem definir o pleito presidencial de 2026. Ele, então, elencou várias mulheres que ocuparam posições de chefia e comando em suas secretarias estaduais, durante seus sete anos de governo em Goiás. “Nosso trabalho e a capacidade da mulher de se empenhar e entregar, eu tenho esse conhecimento e terei também a capacidade de governar com ele”, disse.
Caiado também bateu na questão do feminicídio, que reconheceu que vem aumentando enquanto outros crimes vêm caindo. Para ele, é preciso endurecer as penas e questões judiciais para feminicidas.
O ex-governador ainda criticou as políticas sociais dos governos do PT, como o Bolsa Família, defendendo que elas levam as pessoas a não quererem trabalhar. “As políticas sociais têm que ser emancipatórias”, opinou.
Caiado destacou quais são, para ele, os problemas mais graves que o Brasil enfrenta atualmente: a insegurança, o crime organizado, o endividamento das famílias e a educação sem capacidade plena. “Não é possível que as pessoas não acreditem mais que o Estado Democrático de Direito pode derrotar o crime organizado (… ). Eles estão entrando no esquema de sobrevivência municipal, eles ganham as eleições dentro da democracia. Algo parecido com o México”, disse.
E argumentou que somente o fato de ele eventualmente assumir a Presidência já seria motivo para a melhoria desse cenário de combate à criminalidade e para a melhoria do cenário econômico, por causa de sua credibilidade política, como disse. “Não se governa pelo discurso, mas pelo exemplo. Ninguém é desonesto em um dia e honesto no outro (… ). Estamos indo para a eleição mais importante de todas, na qual o que está em jogo não são apenas as propostas, mas a capacidade moral de cumprir o que promete”, explicou.
Além das críticas ao atual governo, Caiado também tentou se diferenciar dos Bolsonaro, afirmando que acredita na ciência e nas vacinas. “Eu sou médico, sou cirurgião, acredito na ciência, acredito em pesquisa, acredito em vacinas (… ). A Embrapa, se o Brasil foi primeiro lugar em alguma coisa não foi por acaso, é ciência”, argumentou o pré-candidato.
Promotor que investiga o PCC
Também na manhã desta segunda, em outro evento, Caiado afirmou que, se eleito presidente da República, convidará o promotor Lincoln Gakiya, um dos principais nomes do combate ao PCC no país, para ser seu ministro da Segurança Pública. O promotor não comentou a declaração.
Em pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 10, Caiado aparece com 5% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o empresário Renan Santos (Missão), que tem 4%, e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 3%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 40%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fica em segundo lugar, com 35%.
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