Política

Pesquisas eleitorais: como está a disputa Lula x Flávio após números da semana

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A corrida presidencial de 2026 ganhou novos elementos na última semana com a divulgação de duas pesquisas relevantes para o cenário eleitoral. Em âmbito nacional, o instituto Meio/Ideia manteve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Já em São Paulo, o Datafolha apontou um quadro de equilíbrio entre os dois principais pré-candidatos, tanto no primeiro quanto no segundo turno, reforçando o peso do maior colégio eleitoral do país na disputa pelo Palácio do Planalto.

Os novos levantamentos se somam às pesquisas AtlasIntel/Bloomberg e BTG/Nexus, divulgadas na semana anterior, e ajudam a consolidar um cenário que permanece relativamente estável: Lula continua liderando nacionalmente, Flávio segue como principal nome da oposição e, até o momento, nenhum outro pré-candidato conseguiu romper a polarização entre os dois.

Como ficou o consolidado das pesquisas?

Considerando os quatro principais levantamentos divulgados nas duas últimas semanas, Lula permanece na dianteira em todas as pesquisas nacionais. Na AtlasIntel, o presidente aparece com 48,8% contra 42,3% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A BTG/Nexus mostra um cenário mais apertado: 47% a 44%. Já a Meio/Ideia registra 45% para Lula e 40% para o senador. Apesar das diferenças metodológicas e das margens de cada instituto, todos apontam o presidente numericamente à frente.

No primeiro turno, a tendência também se repete. A AtlasIntel mostra Lula com 46,3% e Flávio com 36,6%; a BTG/Nexus registra 42% contra 34%; e a Meio/Ideia aponta 40,4% para o presidente e 32% para o senador.

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

O que mudou na última semana?

A principal novidade foi a divulgação da pesquisa Meio/Ideia após uma sequência de acontecimentos que movimentaram a pré-campanha, como a crise envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro, os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master e o aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos em torno das tarifas comerciais.

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Apesar desse ambiente político mais turbulento, o levantamento registrou apenas oscilações dentro da margem de erro, indicando estabilidade nas intenções de voto. Lula aparece com 45% no segundo turno, enquanto Flávio registra 40%. No primeiro turno, o presidente marca 40,4%, contra 32% do senador.

Outro dado relevante é o comportamento do eleitorado. Segundo a Meio/Ideia, 64% dos entrevistados afirmam já ter definido seu voto para a eleição presidencial. Ao mesmo tempo, a rejeição de Lula caiu levemente, passando de 47,2% para 46,4%, enquanto a de Flávio subiu de 39,8% para 43,4%.

O que mostra o Datafolha em São Paulo?

No maior colégio eleitoral do país, o cenário é mais equilibrado. Na pesquisa estimulada de primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem rigorosamente empatados, ambos com 35% das intenções de voto. Já na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula lidera com 24%, contra 18% do senador, enquanto 37% afirmam ainda não saber em quem votar.

No eventual segundo turno em São Paulo, Flávio registra 46% das intenções de voto, contra 43% de Lula. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico.

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O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos: 51% dos paulistas afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 43% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro.

Existe espaço para uma terceira via?

Até aqui, as pesquisas continuam indicando que não. Na AtlasIntel, Renan Santos aparece como terceiro colocado, com 7,8%, seguido por Ronaldo Caiado (2,9%) e Romeu Zema (2%). Na BTG/Nexus, Caiado registra 5%, Renan Santos soma 4% e Zema alcança 3%.

Já na Meio/Ideia, Caiado aparece com 4%, enquanto Zema, Renan Santos e Aécio Neves permanecem abaixo de 3%.

Embora as posições variem entre os institutos, nenhum nome fora da polarização entre Lula e Flávio conseguiu atingir dois dígitos nas intenções de voto.

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Michelle Bolsonaro ainda aparece como alternativa para o PL?

Os levantamentos continuam sugerindo que Flávio Bolsonaro permanece sendo o nome mais competitivo do campo bolsonarista. Na AtlasIntel, Michelle registra 19,3% no primeiro turno contra Lula e perderia um eventual segundo turno por 48,7% a 38,9%.

Já a Meio/Ideia também simulou esse cenário. Lula aparece com 45% contra 36% da ex-primeira-dama em uma eventual segunda etapa. No primeiro turno, Michelle soma 29,4%, permanecendo cerca de onze pontos atrás do presidente.

O caso Banco Master e a crise no PL alteraram o cenário?

Os levantamentos sugerem que, até o momento, os episódios recentes produziram impacto político limitado sobre as intenções de voto. A BTG/Nexus havia apontado uma leve recuperação de Flávio após o caso Banco Master. A AtlasIntel mostrou Lula ampliando a vantagem poucos dias depois. Agora, a Meio/Ideia indica estabilidade, mesmo após a repercussão da crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro e das tensões envolvendo o partido.

Embora o Datafolha tenha registrado um quadro bastante competitivo em São Paulo, especialmente no segundo turno, o conjunto das pesquisas nacionais continua apontando Lula à frente da disputa.

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O que mostram as pesquisas neste momento?

Consideradas em conjunto, AtlasIntel, BTG/Nexus, Meio/Ideia e Datafolha reforçam quatro tendências da corrida presidencial. A primeira é que Lula segue liderando nacionalmente em todos os levantamentos divulgados até aqui. A segunda é que permanece como principal representante da oposição e continua muito à frente dos demais nomes da direita. A terceira é que São Paulo tende a desempenhar papel decisivo na eleição, já que o Datafolha aponta uma disputa extremamente equilibrada entre os dois principais candidatos.

Por fim, as pesquisas indicam que os acontecimentos políticos mais recentes — da crise interna no PL aos desdobramentos do Banco Master e das disputas diplomáticas envolvendo tarifas comerciais — ainda não produziram mudanças estruturais na corrida presidencial. O cenário continua marcado por forte polarização, altos índices de rejeição e estabilidade nas intenções de voto, fatores que deverão manter a disputa aberta nas próximas rodadas de pesquisas.

VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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