Primeira pesquisa Datafolha sobre a disputa Lula x Flávio após crise no STF testa também Cury no 2º turno

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Uma nova pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada na sexta-feira, 11, vai mostrar como está a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro a menos de um mês para o eleitor ir às urnas. Será o primeiro levantamento do instituto realizado depois da crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.
Além de atualizar os cenários de primeiro e segundo turnos, a pesquisa vai medir se os episódios envolvendo os ministros do STF deixaram eleitores em dúvida ou chegaram a fazê-los mudar de voto para presidente. O questionário também traz perguntas sobre rejeição, grau de decisão do eleitor e motivação da escolha entre os candidatos.
Como Lula e Flávio serão testados no primeiro turno?
O Datafolha fará inicialmente uma pergunta espontânea e, depois, apresentará dois cenários estimulados para a Presidência.
No primeiro estarão Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Veterinário Wilson Grassi. O segundo repetirá a lista sem Pablo Marçal.
Depois da escolha, o instituto perguntará se o voto está totalmente decidido ou se ainda pode mudar. O questionário também investigará se o eleitor escolhe determinado candidato por considerá-lo mais preparado e com as melhores propostas ou principalmente para impedir a vitória de outro concorrente.
Como será um segundo turno entre Lula e Flávio?
O principal confronto de segundo turno colocará Lula diretamente contra Flávio Bolsonaro.
O Datafolha também testará o presidente contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Em todos os cenários, o entrevistado poderá escolher um dos dois nomes, declarar voto branco ou nulo ou dizer que ainda não sabe.
A inclusão de Cury permitirá medir seu desempenho em um confronto direto depois do avanço registrado pelo escritor nas pesquisas presidenciais das últimas semanas.
Quem enfrenta a maior rejeição?
O Datafolha voltará a perguntar em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno.
A lista inclui Lula, Flávio, Cury, Caiado, Zema, Renan e os demais nomes apresentados no cenário estimulado. Como a pergunta admite múltiplas respostas, cada entrevistado poderá rejeitar mais de um presidenciável.
O resultado permitirá comparar um dos indicadores mais sensíveis da disputa entre Lula e Flávio, que têm aparecido próximos nas taxas de rejeição de diferentes levantamentos nacionais.
O que o Datafolha vai medir sobre a crise no STF?
Um bloco específico do questionário será dedicado à crise no Supremo Tribunal Federal.
O instituto perguntará se os eleitores consideram que os ministros do STF têm poder demais, se veem a Corte como essencial para proteger a democracia e se acreditam que a confiança no tribunal diminuiu em relação ao passado.
O Datafolha também medirá o grau de conhecimento dos brasileiros sobre o vazamento de mensagens de 2025 enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Os entrevistados que souberem do caso poderão dizer se estão bem, mais ou menos ou mal informados sobre o episódio.
O que o eleitor acha que deveria acontecer com Alexandre de Moraes?
A pesquisa perguntará diretamente qual deveria ser a consequência para Alexandre de Moraes depois da divulgação das mensagens com Vorcaro.
Entre as alternativas estão não haver qualquer consequência, seja porque o entrevistado não vê irregularidade nas mensagens ou porque considera ilegal o vazamento; o afastamento temporário de Moraes para uma investigação; sua renúncia; ou a abertura de um processo de impeachment pelo Senado.
Na sequência, o Datafolha vai medir se a revelação das conversas não alterou nem deverá alterar o voto para presidente, se deixou o eleitor em dúvida ou se chegou a fazê-lo mudar de escolha.
E como André Mendonça entra na pesquisa?
O instituto também perguntará se os entrevistados tomaram conhecimento da suspeita levantada por Moraes contra André Mendonça, relacionada à condução de tratativas de delações premiadas e ao direcionamento de alvos de investigação por supostos motivos pessoais e políticos.
Assim como no caso de Moraes, os entrevistados poderão opinar sobre o que deveria acontecer com Mendonça: nada, afastamento temporário, renúncia ou impeachment.
O Datafolha também perguntará se o episódio não alterou o voto presidencial, se provocou dúvidas ou se levou o eleitor a mudar sua escolha.
Como está a avaliação do governo Lula?
A pesquisa atualizará ainda os índices de avaliação e aprovação do governo Lula.
Os entrevistados serão questionados se consideram a gestão ótima, boa, regular, ruim ou péssima e, separadamente, se aprovam ou desaprovam o trabalho do presidente.
O levantamento também vai medir o grau de interesse por política, se o eleitor compareceria às urnas caso o voto não fosse obrigatório, a posição na escala entre bolsonarismo e petismo e a autodeclaração entre esquerda e direita.
A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026. O instituto ouvirá 2.002 eleitores de todo o país entre os dias 8 e 11 de setembro, em entrevistas pessoais realizadas em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A divulgação está prevista para sexta-feira, 11 de setembro.
VEJA+IA: Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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