Política

Zema encontra embaixadores, alfineta PT e exalta sistema de segurança de El Salvador

Em encontro reservado com embaixadores estrangeiros, o pré-candidato do Novo à presidência da República, Romeu Zema, centralizou as críticas no PT e exaltou o sistema de segurança pública de El Salvador, que virou referência para os postulantes da direita ao Palácio do Planalto.

Segundo participantes da reunião, o ex-governador de Minas Gerais defendeu que o Brasil adote um modelo de segurança pública inspirado em El Salvador.

Ele relatou ter visitado o país governador por Nayib Bukele e se alinhou àqueles que querem enquadrar facções criminosas como organizações terroristas, com pena mínima de 25 anos.

“No Brasil, perdemos 50 mil vidas por ano e estamos normalizando essa guerra civil”, afirmou Zema aos embaixadores.

O encontro integra o ciclo Debatendo o Brasil, série de eventos reservados entre pré-candidatos à Presidência e embaixadores estrangeiros. A iniciativa é realizada pelo The Brazilian Report e pela Novo Selo Comunicação.

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Na conversa, ele não poupou críticas a Fernando Pimentel, que governou Minas Gerais antes dele. “Foi um governo que eu posso dizer que foi criminoso. 240 mil servidores públicos do estado tiveram os nomes sujos inscritos nos birôs de crédito como maus pagadores, porque o governo descontou o empréstimo consignado e não efetuou o pagamento aos bancos”.

Além disso, o pré-candidato do Novo ao Palácio do Planalto propôs o que chamou de “choque contra a gastância”, com privatizações, nova reforma previdenciária, reforma administrativa e corte de programas sociais para beneficiários que recusarem ofertas de empregos.

De acordo com ele, as medidas permitiriam reduzir os juros dos atuais 14,5% para ao menos 7%. “Nenhum país do mundo deu certo com esse tamanho de juros. É como um carro que tenta andar com o freio de mão puxado”.

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Ele reeditou o morde e assopra que vem fazendo em relação ao pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, e se afastou da tese de que é uma linha auxiliar do bolsonarismo.

 

 

 

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